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Coleodactylus natalensis FREIRE, 1999

IUCN Red List - Coleodactylus natalensis - Data Deficient, DD

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Coleodactylus natalensis »

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Higher TaxaSphaerodactylidae, Gekkota, Sauria, Squamata (lizards: geckos)
Subspecies 
Common NamesE: Natal Pigmy Gecko
Portuguese: Lagarto-do-Folhiço 
SynonymColeodactylus natalensis FREIRE 1999: 2
Coleodactylus natalensis — GAMBLE et al. 2011
Coleodactylus natalensis — FILHO et al. 2023 
DistributionNE Brazil (Rio Grande do Norte)

Type locality: Brazil, Rio Grande do Norte, Natal, dunas costeiras (05° 48’ S, 35° 12’ W)  
Reproductionoviparous 
TypesHolotype: MNRJ 7005, male; paratypes: MNRJ, UFPB, MUFAL, 
DiagnosisDiagnosis: “Coleodactylus natalensis sp.n. difere de seus congêneres pela seguinte combinação de caracteres: comprimento rostro-anal máximo (22mm em machos; 24mm cm fêmeas); rostral muito alta com margem posterior em forma de "W" seguida por 3 a 5 pos-rostrais; 33-38 escamas ventrais (35,8 ± 1,56 em machos) e 34-39 (36,4 ± 1,58 em fémeas); 44-48 escamas em volta do meio do corpo (45,5 ± 1,12 em machos), 44-51 (47,3 ± 2,37 em fêmeas); unhas cobertas por um estojo ungueal composto por 5 escamas assimétricas. O dorso é castanho com 2-3 manchas brancas de cada lado, pareadas ou não, geralmente evidentes ao longo de estreitas faixas brancas dorsolaterais; padrão evidente principalmente nos machos. Uma faixa clara transversal sobre a nuca. Machos com uma mancha trapezoidal branca no focinho e outra escura em forma de "V" na região parietal.” (Freire 1999)

Description: “Coleodactylus com 19-22mm (20,5 ± 0,89; n=14) de comprimento rostro-anal em machos e com 19-24mm (22,2 ± 1,34; n=16) em fêmeas; o comprimento da cauda varia de 12-16mm (14,5 ± 1,26; n=10) em machos e de 15- 18mm (16,4 ± 1,14; n=5) em fêmeas. Corpo cilindrico; membros e cauda relativamente curtos. Rostral muito alta, totalmente visivel de cima, cobrindo toda a região anterior das narinas e com forma de "W" na região posterior; depressão e fenda mediana bem marcada. Três a 5 pós-rostrais, constituídas pelas 2 supranasais e por 1-3 escamas que ocupam a concavidade posterior da rostral. Supranasais muito largas e curtas. Narina entre a rostral, a primeira supralabial, a supranasal e 3 pós-nasais. Aba superciliar anteriormente coberta por 3-4 escamas quadrangulares, marginadas por granulos a partir da segunda escama; o terço posterior desta coberto por granulos altos. Supralabiais 4-5, excepcionalmente 6, decrescendo muito de tamanho posteriormente e substituídas por vários grânulos no canto da comissura bucal. Escamas do focinho relativamente grandes e achatadas, diminuindo de tamanho e transformando-se em granulos cônicos nas regiões inter e supraorbital. Estes grânulos, embora menores, prosseguem sobre as regiões parieto-occipital, temporal e no pescoço, estendendo-se até a região anterior dos braços. A partir dai, transformam-se gradativamente nas escamas dorsais que são muito pequenas, pentagonais, mais longas que largas, lisas e imbricadas.
Ventrais semelhantes às dorsais, embora maiores; 33-38 (35,8 ± 1,56; n=13) em machos e 34-39 (36,4 ± 1,58; n=16) em fêmeas, contadas ao longo da linha medioventral, entre a margem anterior dos braços e a margem anterior das coxas. Escamas em volta do meio do corpo, 44-48 (45,5 ± 1,12; n=13) em machos e 44-51 (47,3 ± 2,37; n=16) em fêmeas.
Mental grande, anteriormente angulosa, com margem posterior truncada, seguida por 3 pós-mentais, a mediana muito maior que as laterais. Escamas anteriores da região gular grandes e hexagonais; posteriormente, diminuem de tamanho ou transformamse em grânulos arredondados até, gradativamente, darem lugar às ventrais.
Escamas sobre a parte anterior dos membros, pequenas, lisas, com margem posterior arredondada; na parte posterior escamas muito menores, quase granulares. Unhas guarnecidas por estojo ungueal composto por cinco escamas assimétricas: uma ventro-lateral grande, uma latero-ventral e três dorsais (uma central maior e duas menores laterais a ela). Oito ou, eventualmente, sete lamelas sob o quarto artelho.
Cauda curta, com escamas similares as presentes nas partes dorsais e ventrais correspondentes do corpo, embora sejam um pouco maiores; as da ponta da cauda são mais longas e afiladas.
Coloração: Dorso castanho claro ou escuro; a maioria dos exemplares apresenta uma faixa nucal branca, mais ou menos nitida, que também varia em forma e extensão. O restante do padrão de colorido varia sexualmente. Os machos apresentam 2-3 manchas brancas dorsolaterais, marginadas de negro, pareadas ou não, que atingem 4-6 escamas de largura (Fig.1). Em alguns exemplares, 2 faixas brancas, paralelas, partem da nuca, tornam-se menos nitidas no meio do dorso, reaparecendo na margem anterior das coxas e unindo-se na base da cauda, formando um "U" na região sacral, podendo ou não prosseguir pela cauda. Ao longo dessas faixas localizamse as manchas dorsolaterais. Em alguns exemplares as faixas só aparecem à altura das coxas e a partir dai formam o "U" na região sacral ou na base da cauda.
Além do padrão dorsal, os machos apresentam um padrão característico na cabeça: mancha branca quadrangular ou trapezoidal entre as narinas e os olhos; região interocular escura, seguida por uma mancha branca sublosangular; essa formana separa, anterior parieta sarra do rancas as escuras pos ele a ata clara nucal, que é sempre bem visível. Nas fêmeas, o colorido geral de fundo é castanho, geralmente mais claro do que o dos machos; podem ou não apresentar as manchas dorsolaterais. Nessa amostra de 16 fêmeas, seis apresentam as três séries de manchas brancas dorsolaterais, embora pouco nitidas; entretanto, nenhuma delas apresenta o padrão característico da cabeça dos machos. E, portanto, a ausência do padrão na cabeça que permite diferenciá-las prontamente dos machos (Fig.2).” (Freire 1999) 
Comment 
EtymologyNamed after the type locality. 
References
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